Reeleição de Duciomar Costa (PDT), com 59.6% da apuração dos votos, não acaba com expectativa de aliados de Jader Barbalho se tornarem titulares da prefeitura de Belém. 2008 ainda pode ser o ano do PMDB sentir o gosto da prefeitura. Porém, não por mérito da figura Priantiana dessa vez, e sim, através do desconhecido ou esquecido popularmente, vice-prefeito da capital paraense.
O afastamento do vice-prefeito eleito em 2004, Manuel Pioneiro, do mandato exercido por ele até 2006, pode deixar Duciomar Costa com a pulga atrás da orelha, com medo de adoecer, querendo ter o melhor plano de saúde do mundo, e impedido de viajar, mesmo estando seguro de sua reeleição. Tudo para evitar a ameaça de descontinuidade de seu primeiro governo.
De acordo com a legislação brasileira, caso haja algum afastamento de Dudu da prefeitura até dezembro de 2008, quem assume o governo de Belém é Zeca Pirão , candidato à vice prefeitura do município, e derrotado hoje nas urnas junto a seu aliado PMDBista, o candidato a prefeito José Priante. Segundo o cientista político, Edyr Veiga, “O vice prefeito é mais uma solução para evitar uma descontinuidade do governo.”
O cientista explica que, na impossibilidade do prefeito exercer a função, o vice-prefeito eleito no mandato assume. No entanto, como Belém não tem vice-prefeito, essa função seria repassada ao Presidente da Câmara Municipal de Vereadores, ocupada até o final deste ano por Zeca Pirão.
Caso o presidente da Câmara e opositor de Dudu não puder assumir o cargo, a posição é atribuída ao vice presidente da Câmara, o vereador Iran Moraes.
A destacada possibilidade de passa ou repassa de cargo na prefeitura de Belém hoje, coloca finalmente em evidência a personagem pouco lembrada pela população na hora de apertar a tecla “CONFIRMA”, quando vai escolher quem assumirá a prefeitura de sua cidade nos próximos quatro anos, o vice-prefeito.
Não segurar vice-prefeito na metade do mandato, pode não ser prejuízo só para a população agora, senhor prefeito.
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